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terça-feira, 12 de agosto de 2014

O ABSURDO DO CUMULO DA INTOLERANCIA AS LIBERDADES RELIGIOSAS

Juliana Zorzo
A cantora Rita Ribeiro, que foi rejeitada pela Fundação Municipal de Cultura no projeto Quinta Gospel por cantar músicas de Umbanda, foi o pivô de um amplo debate entre os vereadores na sessão ordinária desta quinta-feira (7) a segunda do semestre legislativo. 

Vice-presidente da Comissão de Cultura da Câmara, o vereador Eduardo Romero (PT do B) foi quem levou o caso para o debate ao plenário, acusando a presidente da Fundação de Cultura, Juliana Zorzo, que também é evangélica, de praticar preconceito e não cumprir o que determina a lei que criou o projeto Quinta Gospel.
Romero recebeu em seu gabinete um ofício da presidente da Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola, relatando a rejeição da cantora, onde ofício de Juliana Zorzo exaltava a discriminação religiosa. “Isso é uma intolerância religiosa. O projeto prevê artistas nacionais e regionais. Estou aqui com a cópia do projeto, que mostra que não há delimitação de religião para o evento. Ou eu sou um tremendo idiota e não entendi, porque a lei não fala nada de evangélicos somente”, lembrou o vereador Eduardo Romero.

Zorzo justificou que a cantora foge da proposta do evento, que segundo ela é destinado ao público evangélico cristão. Na verdade, o projeto Quinta Gospel é de 20 de julho de 2012 e de autoria do então vereador Lídio Lopes. “Repudio a interpretação equivocada da secretária Juliana Zorzo sobre o assunto. Não é um evento destinado aos evangélicos. Tanto que o grupo católico Rosa de Saron tocou para Campo Grande esses dias”, ressaltou.

O vereador Herculano Borges (PSC), da bancada evangélica da Câmara, contestou o vereador. “Techno Macumba? É brincadeira. Isso é uma afronta”.

Luiza Ribeiro (PPS), que também é autora da lei, disse que não pensou em prestigiar somente o público evangélico. "Não fiz com o objetivo de discriminar. Isso é um ato ilegal, que tem que ser encaminhado para a promotoria".

O vereador Paulo Pedra (PDT) ironizou e disse que a secretária deverioa ler a lei antes de assinar sobre o assunto. "Isso demonstra total preconceito. Faço uma crítica construtiva para que a Juliana leia novamente a lei, já que o Estado é laico".

Esta postagem foi retirada em noticias da Umbanda neste link :http://www.folhacg.com.br/noticias-ler/cantora-de-umbanda-provoca-debate-na-camara/9937/

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